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sábado, 18 de outubro de 2014

Com motor 1.5, Ka vira torpedinho de bolso

Com preço a partir de R$ 40.390, nova versão tem até 110 cv e vem muito bem equipada

 - Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Os predicados do Ka podem ser comprovados pelo sucesso obtido logo no lançamento. Em setembro, primeiro mês completo no mercado, o modelo somou mais de 7 mil unidades emplacadas. Como comparação, no mesmo mês do ano passado a geração anterior somou apenas 1.241 vendas.
Feito a partir da mesma base do Fiesta, seu “irmão” maior, o Ka tem ótima dirigibilidade e vem muito bem equipado desde a versão SE, de entrada na linha. De série há ar-condicionado, direção, vidros dianteiros e travas elétricos (com controle remoto na chave), sistema de som com rádio e conexão sem fio Bluetooth, entre outros. 
Indicador do melhor momento para trocar as marchas, abertura elétrica do porta-malas e volante com regulagem de altura também chamam a atenção. Por outro lado, faz falta o ajuste elétrico para os retrovisores externos, que serão vendidos como acessórios nas autorizadas.
É de estranhar que um item tão prosaico não seja nem opcional, considerando-se que o carro tem soluções inéditas (e sofisticadas) na categoria. É o caso da distribuição eletrônica de frenagem do ABS e do acionamento das luzes de alerta em frenagens de emergência. Há ainda controles de frenagem em curvas, estabilidade e tração, além de auxílio de partida em rampas. O dispositivo evita que o carro volte em saídas de semáforos, por exemplo.
Mas o que mais agrada no carrinho é o motor. Com 1,5 litro e 16 válvulas, com duplo comando no cabeçote, inclui sistema de partida a frio sem tanquinho auxiliar de gasolina. Segundo dados da Ford, o carro pode rodar, em média (cidade/estrada) 8,7 km com um litro de etanol. Os números divulgados pela fabricante são 7.9 km/l (etanol) e 11.5 km/l (gasolina) na cidade e 9.5 km/l (etanol) e 13.6 km/l (gasolina) na estrada.
Ainda de acordo com informações da montadora, o quatro-cilindros foi projetado para durar, no mínimo, 240 mil km sem necessidade de manutenção além da preconizada no manual do proprietário.
Em conjunto com o câmbio manual de cinco marchas muito bem escalonadas, o Ka é vigoroso nas acelerações e retomadas de velocidade. Mesmo com cinco pessoas a bordo e o ar-condicionado ligado. 
O espaço, aliás, é melhor para quatro, mas adultos com até 1,8 metro viajando atrás não rasparão a cabeça no teto. Nas frenagens, o Ka também vai bem. A versão SE Plus, tabelada a R$ 42.390, inclui, entre outros itens, som com ajustes no volante, toca-CDs e MP3. A SEL, a R$ 44.990, adiciona rodas de liga leve de 15” e faróis de neblina.
Versão apimentada. Não é a primeira vez que o Ka tem uma versão mais nervosa. Em 2006, o modelo já trazia motor 1.6 e, antes de a geração anterior sair de linha, a Ford ofereceu uma opção Sport com propulsor flexível de 1,6 litro e até 108 cv. Com menos de 970 kg e apenas duas portas, o carrinho podia acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de 11 segundos e chegar a 181 km/h, de acordo com informações da fabricante. A direção tinha assistência hidráulica e o sistema de freio trazia discos ventilados na dianteira.
Mercado. Com o lançamento do Ka 1.5 e do Ka+ 1.0, que chega no fim do mês, a Ford vai reposicionar o Fiesta Sedan ainda mais para cima e focará a oferta nas versões bem recheadas e com câmbio automatizado. 
Da estratégia para reduzir o risco de canibalização (quando um carro "rouba" vendas de outro da mesma marca) faz parte a chegada do sedã Ka+ com motor 1.0, prevista para novembro, juntamente com o Ka 1.5. 
Por ora, a diferença de preço entre a configuração de topo, SEL, do três-volumes de entrada e a de entrada do Fiesta Sedan é de apenas R$ 5.500. O objetivo da Ford é que o Ka+ seja percebido pelo consumidor como um produto de categoria inferior à do Fiesta. 
A linha Ka é produzida em Camaçari (BA). O sedã compacto, por sua vez, continuará sendo importado do México, enquanto o hatch é feito em São Bernardo do Campo (SP).

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Novo Ford Ka já tem recall

Com dois meses após o seu lançamento, modelo hatch já enfrenta a sua primeira convocação

Com dois meses após o seu lançamento, modelo hatch já enfrenta a sua primeira convocação - Ford/Divulgação
Ford/Divulgação
Com dois meses após o seu lançamento, modelo hatch já enfrenta a sua primeira convocação

 Os proprietários da nova geração do Ford Ka hatch, produzidos entre 6 e 14 de agosto de 2014, estão convocados a comparecer, a partir de 26 de setembro, a uma concessionária da marca para trocar o cilindro da fechadura da porta do motorista e as chaves principal e reserva.
De acordo com a Ford, estão envolvidas 219 unidades. No comunicado, a empresa informa que o cilindro de ignição pode apresentar torque abaixo da especificação e em determinadas condições a chave poderá girar da posição "2" (ligado) para a posição "1" (contato e equipamentos eletrônicos), ocasionando o desligamento involuntário do motor. Com o automóvel desligado, sistema de freios, da direção elétrica e dos air bags não funcionam.
Para verificar se o veículo está envolvido na campanha, a Ford disponibiliza o telefone 0800 703 3673 ou o site www.ford.com.br.
A nova geração do Ka chegou às concessionárias em setembro. Na versão hatch, o estreante com motor 1.0 de três cilindros tem preço sugerido de R$ 35.390 para a opção de acabamento SE. É um valor alto se comparado ao pedido para rivais como os Volkswagen Up (R$ 29.210) e Gol (R$ 32.490), Fiat Palio (parte de R$ 34.060) e Chevrolet Onix (R$ 33.996). Apenas o Hyundai HB20 (R$ 35.395) ocupa a mesma faixa.
A favor do Ford, está uma lista de itens de série incomparável no segmento. Ele sai de fábrica com sistema de som com entrada USB, ar-condicionado e direção, vidros dianteiros e travas elétricos. A SE Plus, a R$ 37.390, acrescenta o sistema multimídia Sync com conexão Bluetooth, toca-CDs e MP3 e acesso a alguns aplicativos do smartphone por meio de comando de voz.
A SEL, tabelada a R$ 39.990, acrescenta rodas de liga leve de 15”, faróis de neblina, ajuste de altura do banco do motorista e alarme. O destaque entre os equipamentos é o controle eletrônico de estabilidade (ESP). Trata-se do primeiro compacto 1.0 nacional a ter o recurso de segurança.