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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Justiça aprova importação de Ferrari sem IPI


Vara do DF autorizou vinda do modelo sem a cobrança do tributo; advogado alegou "uso próprio"
 - Ferrari/Divulgação
Ferrari/Divulgação

A justiça do Distrito Federal decidiu que um comprador de uma Ferrari F12 Berlinetta 2013/2014, importada do Reino Unido, não será obrigado a pagar o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). O preço pago pelo veículo não foi revelado.
De acordo com a juíza Adverci Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal, como o contribuinte comprou o modelo por conta própria e para uso pessoal, o imposto não deve incidir sobre o veículo. “Os tribunais pátrios firmaram orientação no sentido de que, em respeito ao princípio da não cumulatividade, não incide IPI na importação de veículo promovida por pessoa física para uso próprio, uma vez que não se tratando de sociedade empresária, é inviável a compensação do valor do tributo devido com créditos de uma operação anterior”, afirmou a decisão.
Segundo o advogado do proprietário da Ferrari, Augusto de Morais, a alegação se baseou em uma operação não comercial. Anteriomente, a Fazenda Nacional chegou a alegar que toda pessoa física ou jurídica é contribuinte do IPI, sendo obrigada a pagar o tributo.
Superesportivo. A F12 Berlinetta é comercializada no Brasil pela Via Italia, importadora oficial do marca de Maranello. O modelo é equipado com motor 6.3 V12 de 740 cv. O preço sugerido é de R$ 3,2 milhões. Na loja da marca, em São Paulo, há uma unidade do carro para pronta entrega, na cor preta.

sábado, 1 de novembro de 2014

Ferrari vai se separar do Grupo Fiat


FCA, que inclui a Chrysler, coloca à venda 10% das ações da Ferrari. As demais ficarão com acionistas
John Elkann (esq) e Sergio Marchionne presidem a FCA - Eduardo Munoz/Reuters
Eduardo Munoz/Reuters
John Elkann (esq) e Sergio Marchionne presidem a FCA

 A FCA, grupo automotivo que surgiu a partir da fusão de Fiat e Chrysler, anunciou que a Ferrari deixará de fazer parte do conglomerado. Serão colocadas à vendas 10% das ações da fabricante de carros superesportivos.
Em comunicado, o presidente da FCA, Sergio Marchionne, informou que a Ferrari não faz parte dos projetos da companhia para 2014-2018. 
Serão vendidas 10% das ações da montadora, cuja operação inclui também a marca Maserati. As demais serão divididas entre os acionistas da FCA, que poderão tanto vendê-las quanto mantê-las. 
De acordo com a agência Automotive News, com essa distribuição, o controle da Ferrari deverá ficar com a família do fundador da Fiat, os Giovanni Agnelli, hoje representada na empresa por seu bisneto, John Elkann, presidente do conselho da FCA.
No início do mês, repercutiram na imprensa de que a família Agnelli desejava ficar mais focada na Ferrari, em detrimento da Fiat. Porém, essas informações não foram confirmadas no comunicado. A estimativa é de que o valor da Ferrari seja de 2,3 bilhões de euros.
MOTIVO
No comunicado divulgado pela companhia, não foram detalhadas as causas que levaram à decisão de dissociar a Ferrari da FCA. 
De acordo com Marchionne, a ação faz parte da estratégia para garantir a estrutura de capital apropriada para sustentar a FCA a longo prazo. 
Já John Elkann disse estar feliz com "esse novo passo rumo à estratégia de desenvolvimento da FCA. A separação da Ferrari preservará a renomada tradição italiana."
Marchionne informou que as ações da Ferrari serão cotadas nos EUA e "em um outro mercado europeu" - ainda não informado.